Longe de auxílios, transportadores intermunicipais pedem socorro!!

Longe de auxílios, transportadores intermunicipais pedem socorro!!O novo decreto estadual de enfretamento ao coronavírus em Alagoas aumentou a insatisfação dos profissionais que fazem parte da Cooperativa de Transporte de Passageiros Intermunicipal de Alagoas (Coopervan). O presidente da cooperativa, Marcondes Prudente, tornou pública este problema levantando questões importantes para a sobrevivência das famílias de, aproximadamente, 400 transportadores que fazem parte da Coopervan. 
Prudente informou que a cooperativa encaminhou ao Governo do Estado solicitação de uma linha de crédito para os transportadores que estão com os veículos parados desde março, em cumprimento aos decretos. Não houve nenhuma resposta. O presidente ainda lamentou que os profissionais do transporte intermunicipal também não podem ter acesso ao auxílio emergencial propagado pelo Governo Federal.  

“Desde o início estamos cumprindo todas as normas e recomendações dadas pelos decretos em Alagoas. Buscamos maneiras de tranquilizar os cooperados como a proposta de linha de crédito, mas ninguém nem deu resposta aos trabalhadores. E como a categoria é formalizada como empresa não tem como receber o auxílio emergencial. 

O Decreto 69.722, assinado pelo governador Renan Filho, refere-se aos transportes públicos em relação ao trabalho em si apenas quando trata do limite de passageiros, que deve ser igual ao número de assentos disponíveis em cada veículo.

“O transporte coletivo dentro dos municípios é permitido. O transporte interestadual é permitido. Então por quê o transporte intermunicipal é proibido?", indagou Marcondes Prudente. 

O maior receio do presidente da Coopervan é com a situação dos transportadores. “Muitos estão em depressão, que também é uma doença. O pessoal tá passando necessidade. É uma categoria formada por trabalhadores que acordam cedo e cumprem todas as regras exigidas para oferecer um serviço decente para os passageiros”, ressaltou. 

A preocupação ultrapassa os limites da Coopervan. “No total são 1.300 transportadores em Alagoas. Famílias que estão sem saber o que fazer porque dependem do dia a dia do trabalho. Fora isso, muita gente está perdendo emprego pois mora numa cidade e trabalha em outra. Precisa do transporte para ir e voltar para o emprego. É um efeito dominó”, explicou o presidente da Coopervan. 

“Podemos voltar ao trabalho. Queremos voltar ao trabalho. Foi uma pancada muito pesada o primeiro decreto e foi reforçado por este que entrou em vigor hoje. Temo que muitas pessoas estejam fazendo estas viagens em transporte clandestino. Correndo riscos. Se fosse o transporte oficial poderíamos oferecer serviços com recomendações dentro do decreto", comentou. 

“Faço um apelo ao governador Renan Filho, e a todas as demais autoridades do Governo de Alagoas para que nos escutem. Olhem pela categoria. Nosso principal inimigo é o coronavírus, então todos podemos estar juntos nesta luta”, disse Marcondes Prudente.

O decreto é válido até dia 20 de maio.

Foto: Priscila Anacleto